quinta-feira, 16 de abril de 2009

CORPO X COMUNICAÇÃO X ARTE



O Encontro Internacional de Imagem Contemporânea que Teve início no último domingo (12) no Teatro José de Alencar, teve como uma de suas atrações a palestra do professor Wellington Junior. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e com mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, ele atua principalmente na área audiovisual com temas em comunicação, semiótica, religião e glossolalia.


A Palestra era Intitulada Corpus Ex Machina: das interfaces entre corpo, novas tecnologias e arte nas máquinas glossolálicas do projeto Balbucio. Muita gente não conhecia o tema e se deslumbrou ao se deparar com uma nova forma de fazer arte que envolve expressão corporal e novas tecnologias comunicacionais.


As Máquinas Glossolálicas são uma série de performances-instalações que vem sendo desenvolvida pelo Projeto Balbucio (http://www.balbucio.com/) desde 2003. O projeto iniciado pelo próprio professor Wellington surgiu “de uma provocação de sala de aula. Nós estávamos falando sobre a necessidade de produzir arte, discutir arte, dentro do curso de comunicação”, revelou. Segundo ele, quis misturar corpo, comunicação e arte em suas primeiras performances.


O professor usou seus conhecimentos em semiótica como instrumentos no desenvolvimento do projeto Balbucio. “A semiótica é a teoria das linguagens” e a arte é uma linguagem, disse. Ela foi fundamental na medida em que decodifica esses signos.


Segundo Wellington, as Máquinas Glossolálicas são alegorias que “trabalham constantemente com o acúmulo de figuras. A idéia de alegoria é a idéia de uma metáfora seqüenciada e a glossolalia rompe com o uso cotidiano da palavra”, afirmou.


Sobre a aceitação dessa nova forma de fazer arte ele afirmou que o público “tem se acostumado a ver o jogo e a participar do jogo que a arte contemporânea oferece a ele”. Segundo o professor, ela nunca é uma arte dada, é sempre uma construção a partir do público.

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