terça-feira, 12 de maio de 2009

“Essa greve não tem nada a ver com reajuste de tarifa!”.


O diretor-presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S/A (Etufor), José Ademar Gondim Vasconcelos, revelou ontem que às 15 horas da tarde da quinta-feira uma comissão da Etufor estava reunida com representantes do Sidiônibus para a negociação de uma frota mínima de ônibus no caso de uma greve na sexta-feira. “Nós solicitamos que fosse 80% da frota no horário de pico e 60% no entre pico”, disse. Segundo ele, se for considerada ilegal, a greve não poderá ocorrer e o sindicato arcará com todo o ônus de uma paralisação. Ademar destacou que o evento de segunda-feira foi uma surpresa e que “essa greve não tem nada a ver com reajuste de tarifa”.

Ele garantiu que “há nesse momento uma negociação de tarifa”. A prefeitura de Fortaleza estaria estudando uma proposta do sindicato de R$ 1,90, mas “não tem nenhuma data pra dar resposta”, afirmou. Ele disse que o que está em discussão é o equilíbrio dos gastos com a arrecadação. “Se todo mundo pagasse, a tarifa dava pra ser um real”, acrescentou. A alternativa para que não haja aumento seria o corte de despesas. Ademar afirmou que a prefeita prevê a manutenção da taxa mais baixa nos domingos, mas não sabe o valor. Ele garantiu que o transporte público não teve prejuízos com o congelamento da passagem, pois houve na gestão da prefeita uma renovação da frota em cerca de 870 ônibus.

O presidente da Etufor revelou ainda que a base física da integração entre transporte alternativo e ônibus já está pronta, pois ambos estão equipados com validadores. Porém, Ademar disse que as vans são alternativas ao transporte comum e não concorrentes, logo, muitas delas não querem sair dos corredores atuais. Gondim assegurou que “enquanto não formatar isso, não vai haver integração”. Ele destacou ainda que a Etufor monitora vans e ônibus para um bom atendimento aos usuários e que são multadas empresas que apresentam irregularidades.

Gondim assegurou que vários órgãos da prefeitura estarão mobilizados para minimizar os impactos da redução da linha ferroviária no terminal da Parangaba. Ele disse estar sendo construída uma passarela terrestre sinalizada para que as pessoas cruzem a via na frente da catraca, além da implantação de outra roleta para o vale transporte e da renovação da frota. Gondim prevê também a ampliação dos terminais do Antônio Bezerra, do Papicu e do Siqueira e a construção de um novo terminal da Parangaba, além de uma estação de transferência na Barra do Ceará.

Ademar disse que os passageiros de Fortaleza não subsidiarão passageiros de outros municípios. O que se discute é o a diminuição da passagem de trem, afirmou. Para ele, o aumento do número de passageiros no terminal não é considerável. O problema é que eles chegam na mesma hora, explicou. Ele prevê um dispositivo de acesso ao terminal que seja seguro para o usuário e apontou o ônibus metropolitano e a descida em estações anteriores como alternativas à superlotação do terminal.

Sobre a segurança dos ônibus em dias de jogos no estádio Castelão, Ademar disse haver uma pressão dos donos de times de futebol para colocar os chamados ônibus especiais, porém afirmou que “não há mais negociação”. Para o presidente da Etufor esses ônibus não têm condições de serem disponibilizados uma vez que só no último domingo em que os times Ceará e Fortaleza competiram foram quebrados 37 ônibus. Ele revelou que hoje são disponibilizados veículos extras nos arredores do Castelão quando há jogos, mas que cabe ao motorista decidir se vai até o estádio tendo em vista a segurança dos passageiros.

Sobre o trânsito da cidade, ele disse que os fortalezenses são mal-educados, sendo as multas a única medida contra isso. Segundo ele, elas são poucas se comparadas ao número de infrações.
Ele afirmou que o governo do país incentiva o crescimento do numero de carros e que “o rodízio não teria nenhuma eficácia”. A alternativa seria o remanejamento de horários e locais para os veículos. Ademar acrescentou que o pedágio é também uma proposta a ser pensada.

O presidente da Etufor não se posicionou quanto à idéia de privatizar o transporte público de Fortaleza. Disse ser decisão da prefeitura, mas considerou que essa medida traria risco de os recursos serem utilizados para outros fins. Ele revelou ser usuário do transporte público da cidade e negou o argumento de que as elites não o utilizam por não estar em boas condições. Para Ademar, ele “é ótimo”.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

"O MAIOR EVENTO DO SÉCULO!"




O secretário do Esporte no Governo do Ceará, Ferruccio Petri Feitosa, declarou ontem em entrevista: “Fotografem a cidade de Fortaleza hoje e comparem com aquela que será a da Copa de 2014”. Para ele o maior legado deixado pela Copa será a projeção do nosso estado no país e no exterior. Além disso, as obras de infra-estrutura, feitas em associação com o Estado e a prefeitura, independentemente do evento, melhorariam a vida dos fortalezenses, aumentando a mobilidade urbana. “Nós vamos fazer em 5 anos talvez alquilo que estava previsto para 30”, disse. Ele assegurou que as obras estão sendo constantemente fiscalizadas pelo governador do Estado através do MAPP (Monitoramento das Ações e Plrojetos Prioritários).


Sobre a escolha de Fortaleza como uma das sedes da Copa, ele disse que o diferencial se dá por três questões. A primeira é a proximidade com a Europa, fazendo também com que o Ceará seja “aquele que reúne a melhor condição para a transmissão de dados rápidos”. Também o nosso clima agradável e sem chuva nos meses de junho e julho, bem como “o jeito todo especial de o cearense ser e recepcionar”, seriam outros fatores, fazendo da Copa ”o maior evento do século”, informou.


Quanto às dificuldades a serem enfrentadas na campanha, ele afirmou: “Na verdade eu só vejo pontos positivos na cidade de Fortaleza”, mas disse que hoje o Brasil não tem condições de sediar a Copa, pois precisaria melhorar em muitos setores. Segundo ele, o presidente Lula já mostrou o desejo de sentar com as doze cidades sedes “para conversar sobre um Plano de Aceleração de Crescimento voltado para a copa do mundo”. Petri declarou que a minoria que é contra o evento desconhece os benefícios que ela trará.


Ferruccio garantiu que o estádio Castelão “é um dos pontos fortes da nossa candidatura” para a Copa de 2014 tendo ainda grande espaço para a construção de um centro olímpico e uma praça na área livre. Também contaríamos com estacionamento, área de entretenimento, pista de atletismo, parque aquático e arena climatizada com ligação direta para o estádio, disse. Além disso, o projeto prevê uma cobertura para a proteção de torcedores, além de aproximar as cadeiras do campo, de melhorar lanchonetes e de construir dois grandes restaurantes, treze camarotes e áreas VIPS. “É um estádio que não vai deixar nada a desejar para os grandes estádios do mundo”, afirmou.


O secretário declarou que “o gasto com estádio Castelão com manutenção é o dobro do que se arrecada” e por isso é importante a parceria com a iniciativa privada, trazendo outros eventos. “O ideal é que a gente transforme o estádio em uma arena multiuso”, disse. Mas, quanto ao aumento das taxas pagas pelos times, afirmou ser precipitado fazer qualquer especulação e ser preciso melhorar as condições do nosso futebol para que não haja disparidades.


O secretário revelou que está desenvolvendo um projeto para estimular as torcidas organizadas à cultura da paz. Ele disse que “o ideal é ter as famílias de volta dentro o estádio” e que, para isso, é necessário que a postura das torcidas seja modificada quanto à conservação do patrimônio público e à utilização de palavrões. Ele afirmou já ter montado uma equipe para desenvolver um projeto que contará com cursos de conscientização. Já sobre os investimentos locais em esporte ele disse: “Não há sequer um município no estado que não tenha pelo menos um núcleo de esporte implantado pela Secretaria Municipal”.


Segundo Petri, a infra-estrutura da cidade é responsabilidade do governo que tem acelerado obras independentemente da Copa. Segundo ele prefeitura, Estado e Secretaria já assinaram documentos assumindo compromissos com a Fifa para o início das obras, mas pretende investimentos privados para a reforma do estádio. “O Castelão nunca esteve tão bem quanto está agora”, pois é permanentemente cuidado, disse.


Quanto à segurança, o secretário afirmou que nas cidades sedes “vai haver um plano nacional de segurança para dar suporte necessário”, mas que não está habilitado a falar muito sobre o tema. Disse ainda que pelo menos os dois primeiros meses do campeonato cearense já estão garantidos no Castelão, mas que fará de tudo para que o evento ocorra integralmente no estádio com obras primeiramente na parte inferior. E, sobre uma futura candidatura, ele declarou: “Essa exposição na mídia, devo confessar que me incomoda”. Mas não negou a possibilidade de continuar no cargo.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

"O BRASIL JÁ ESTÁ NA CRISE!"



O professor doutor em Economia da Universidade Federal do Ceará, Fernando José Pires de Sousa, disse ontem que “o Brasil já está na crise”. A prova disso seria a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e da produção do país. Ele disse ainda que a diminuição do crescimento anual da economia brasileira de 5% (de 2004 a 2007) para cerca de 1% (previsão para 2009) e o aumento do desemprego são outros fatores que sinalizam a autenticidade da crise. Segundo Pires, “esse é um sinal concreto de que o Brasil já foi atingido”.


O professor disse que o avanço de demissões no setor formal da economia evidencia o desemprego e não mudanças no vínculo empregatício. A estabilidade do setor informal não seria suficiente para afirmar o contrário. “Então é desemprego mesmo”, declarou. A indústria seria o setor mais abalado. Ele disse também que a previdência poderá ser afetada em duas vertentes. Uma é a diminuição da contribuição e a outra diz respeito às despesas públicas, pois “você tem aí um aumento dos gastos da assistência social, da saúde e de salário-desemprego”, assegurou.

Sobre a redução do IPI nos setores da construção civil e de automóveis, o professor afirmou ser essa uma forma de criar mais crédito e de segurar a economia. Ele enfatizou a intenção eleitoreira de Lula com essa medida, mas confessou ser ela positiva, pois gera empregos e, conseqüentemente, aumento do consumo e da injeção de capital na economia. Porém, Pires alerta: “O governo tem que saber direitinho até que ponto ele pode deixar de receber”. Já sobre o projeto de construção de um milhão de casas em dois anos para criar mais empregos, facilitar o crédito e estimular a produção, ele reiterou: “Isso vai ter uma repercussão eleitoreira fortíssima”.

Pires informou que “a inflação está sob controle”, pois em um momento de recessão, a demanda por produtos cai e, logo, o preço deles também. Inicialmente a região Nordeste sofre menos com os impactos dessa recessão se ela for passageira, diferente da região Sudeste que é produtora industrial. Porém, Pires garante que “se a crise for prolongada, todo mundo sofre”.


Para Fernando Pires os países emergentes têm condições de avançar, mas nega que salvem o mundo da crise. Segundo ele, “o mundo capitalista não tem salvação não!” Apesar de avaliar que o sistema terá fim, disse que o Brasil teria grandes chances, produzindo energia e alimentos em grande escala. “Em termos de perspectiva curto, médio prazo, o Brasil estaria bem”, assegurou. Ele citou ainda a crise ambiental evidenciando a importância da diminuição da exploração dos recursos naturais.


Para o professor, “o protecionismo não beneficia o Brasil.” A medida adotada pelo G-20 que pretende eliminar essas proteções, A Rodada de Doha, seria boa para o país, pois possibilita a exportação de commodities brasileiras, mas também é desvantajosa quando produtos estrangeiros de alto valor agregado também chegarem ao Brasil. Porém Pires declara: “Eu não acredito muito que eles vão acabar com esse protecionismo”. Para ele essa medida feriria os interesses dos pequenos agricultores desses países, gerando crise social. Ainda sobre o mercado internacional, ele afirma que o MERCOSUL “pode ser uma estratégia importante” com o uso de uma moeda única e a criação do Banco do Sul.


“Na hora de colaborar ele tem que colaborar ou então ele sai do FMI. É uma questão de pacto”, declarou Pires sobre o empréstimo do Brasil ao FMI. Os países apostam em uma injeção de capital na economia, com o aumento dos créditos e do consumo, mas é difícil pela falta de credibilidade no mercado, disse. O Brasil estaria sendo beneficiado com a possível compra de petróleo pelos EUA. Para o economista, essa “é uma forma de minar a economia da Venezuela para diminuir o poder político do Chávez”, disse.


Numa comparação com a crise de 29, Pires disse ter sido ela mais ligada a uma superprodução com pouco crescimento da população. Em contrapartida, a atual recessão “foi desencadeada principalmente por essa mundialização financeira”, porém ambas são profundas, informou. Disse que os países envolvidos e a mídia empresarial sugerem que a crise seja curta e atenta para o papel pedagógico que os meios de comunicação deveriam ter nesse momento. Apesar de garantir que hoje temos mais recursos contra a crise, ele julga que “os bons analistas, os grandes, não acreditam que ela seja passageira.”

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CORPO X COMUNICAÇÃO X ARTE



O Encontro Internacional de Imagem Contemporânea que Teve início no último domingo (12) no Teatro José de Alencar, teve como uma de suas atrações a palestra do professor Wellington Junior. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e com mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, ele atua principalmente na área audiovisual com temas em comunicação, semiótica, religião e glossolalia.


A Palestra era Intitulada Corpus Ex Machina: das interfaces entre corpo, novas tecnologias e arte nas máquinas glossolálicas do projeto Balbucio. Muita gente não conhecia o tema e se deslumbrou ao se deparar com uma nova forma de fazer arte que envolve expressão corporal e novas tecnologias comunicacionais.


As Máquinas Glossolálicas são uma série de performances-instalações que vem sendo desenvolvida pelo Projeto Balbucio (http://www.balbucio.com/) desde 2003. O projeto iniciado pelo próprio professor Wellington surgiu “de uma provocação de sala de aula. Nós estávamos falando sobre a necessidade de produzir arte, discutir arte, dentro do curso de comunicação”, revelou. Segundo ele, quis misturar corpo, comunicação e arte em suas primeiras performances.


O professor usou seus conhecimentos em semiótica como instrumentos no desenvolvimento do projeto Balbucio. “A semiótica é a teoria das linguagens” e a arte é uma linguagem, disse. Ela foi fundamental na medida em que decodifica esses signos.


Segundo Wellington, as Máquinas Glossolálicas são alegorias que “trabalham constantemente com o acúmulo de figuras. A idéia de alegoria é a idéia de uma metáfora seqüenciada e a glossolalia rompe com o uso cotidiano da palavra”, afirmou.


Sobre a aceitação dessa nova forma de fazer arte ele afirmou que o público “tem se acostumado a ver o jogo e a participar do jogo que a arte contemporânea oferece a ele”. Segundo o professor, ela nunca é uma arte dada, é sempre uma construção a partir do público.

domingo, 5 de abril de 2009

O Rádio na Internet



Os meios de comunicação alarmam a sociedade quanto ao desaparecimento do rádio. A Internet teria uma ação destruidora acabando com todas as mídias existentes. Na verdade, o que a ela faz é dar uma “nova roupagem” a esses meios de comunicação. Ela os modifica e os traz, todos integrados, para o meio virtual.


É nesse “novo espaço” que surge o que chamamos de WEB rádio, a rádio na Internet. Segundo o Professor do curso de Comunicação Social, Riverson Rios, ela possui desvantagens, pois “você tem que ter Internet para poder ouvir o sinal do rádio, mas tem a vantagem de qualquer pessoa no globo tá ouvindo a sua rádio, o seu conteúdo”. Ele disse ainda que já existem aparelhos especializados nessa nova tecnologia. Eles se assemelham a um rádio com a diferença de que possuem uma antena sem fio que consegue captar Internet sem fio se houver hi-fi por perto. Pode-se então sintonizar milhares de estações de todo o mundo.


O professor pretende criar uma WEB rádio junto com os alunos de Comunicação Social da Uiverdidade Federal do Ceará (UFC). “Essa idéia cresceu mais ainda depois que eu passei a dar aula para os alunos de jornalismo do 1º semestre”, disse. Segundo Rios, o aluno André o teria incentivado a colocar a idéia em prática, pois é muito criativo e engraçado. “Ele passa boa parte da aula com um microfone na mão, que na verdade é a mão dele, e fica entrevistando os colegas”, acrescentou.


Além de André outros alunos deverão participar do projeto. O professor ainda não definiu a tecnologia a ser utilizada, mas afirmou que deverá ser tudo bem amador, “pegar mesmo um MP3 player e fazer entrevistas por aí”, brincou. Pretende que seja uma programação bem diversificada com a participação de alunos de Publicidade e de Jornalismo, que poderão vincular spots, sessão de horóscopo, músicas, entrevistas, notícias e reportagens, ou seja, informação de qualquer tipo. “Depois colocar isso num site que a gente ainda vai criar na própria UFC [...] e deixar lá disponível pra quem quiser ouvir”, declarou. O professor prevê também uma programação que poderá ser feita ao vivo com postagens em tempo real.


A idéia de Web rádio não seria, portanto, o fim do rádio e sim a possibilidade de transmiti-lo para mais pessoas em todo o mundo através da Internet. Não estaremos mais presos a outros aparelhos e poderemos fazer todas as outras coisas que fazemos no computador, escutando nosso “bom e velho rádio”.

ENTRE nessa nova tecnologia! > http://www.radio-directory.com/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

“Eu acho que 90% dos vereadores votaram sem saber no quê estavam votando”


O atual vereador de Fortaleza pelo PSOL e professor de Direito Ambiental da FA7, João Alfredo, disse ontem que o projeto de Lei para a criação das Áreas de Relevante Interesse Ecológio (ARIE) das dunas do Cocó “já está bem adiantado”. Ele afirmou ainda que as dunas do Cocó e da Sabiaguaba serão protegidas pelo novo Plano Diretor Participativo de Fortaleza, mas que nada poderá ser feito se as leis não forem cumpridas. Apesar de ser prevista a criação da Unidade de Preservação das Dunas do Cocó pela prefeitura, “até hoje ninguém viu a publicação dessa lei”, declarou.

Sobre as dunas da Sabiaguaba, o também consultor do Greenpeace ressaltou mais uma vez a importância do cumprimento das propostas da prefeitura que previam a desapropriação de comunidades que vivem em torno do Parque Natural Municipal das Dunas da Sabiaguaba, onde há uma APA (Área de Proteção Ambiental). De acordo com João Alfredo, essa é uma zona de interesses econômicos, com a construção da Ponte do Caça e Pesca que favorece aos grupos empresariais M. Dias Branco e Edson Queiroz.

O vereador revelou estar em plena ação com a Frente Parlamentar Ambientalista. Visitas a parques (Sabiaguaba, Pajeú e Rachel de Queiroz), a praças e a jardins pretendem fazer um diagnóstico da área verde de Fortaleza e “envolver a comunidade no processo de luta”, afirmou. João Alfredo planeja ainda um grande seminário na Semana do Meio Ambiente em junho a fim de divulgar o que tem sido feito nas universidades públicas na área de tecnologias limpas e sustentáveis.

Sobre possíveis modificações no novo Plano Diretor de Fortaleza, João Alfredo disse não ter participado do início do processo e haver poucos de seus companheiros presentes nos congressos. “Eu acho que 90% dos vereadores votaram sem saber no quê estavam votando”, declarou. Ele afirmou ainda que “todo o processo foi muito atropelado” devido à pressa que havia em deliberá-lo, uma vez que isso já tentava ser feito desde a candidatura passada. Líderes comunitários tiveram muitas de suas reivindicações perdidas pelo “excesso de confiança” deles e dos próprios vereadores, porém o movimento popular não desistiu e continua agindo junto à prefeitura.

João Alfredo afirmou também que o atraso na formulação de um novo Plano Diretor da cidade “causou e continua causando” prejuízos ao meio ambiente. Segundo ele, o terreno ao lado do Aeroporto Pinto Martins, onde está sendo construído um grande supermercado, é uma área de proteção ambiental da serrinha. Coloca também como conseqüências desse atraso a perda de 59% da área verde de Fortaleza entre os anos de 1968 e 2003.

Acerca do projeto de criação de moradias na cidade, o professor disse ser necessária a negociação com moradores de regiões de desapropriação. Para isso foram criadas as ZEIS (Zonas de Especiais de Interesse Social) que devem abrigar as comunidades em terrenos próximos. Muitas dessas zonas necessitam apenas de regulamentação fundiária, como a região do Lagamar e do Pirambu que já se encontram ocupadas.

"Eu particularmente acho que não seria essa a nossa prioridade”, declarou o político do PSOL em crítica à construção do maior aquário da América Latina na Praia de Iracema. Ele discordou do deputado Ciro Gomes ao comparar a obra com o projeto do Centro Cultural Dragão do Mar o qual valorizou o patrimônio arquitetônico já existente.

João Alfredo disse ainda ser “uma irracionalidade completa e absoluta” a prorrogação da redução do IPI de carros no Brasil. A medida aumentará o número de automóveis, o que agravará o trânsito e a poluição na cidade. Ele afirmou que, apesar de não resolver completamente, poderia haver na cidade um rodízio de carros, além de um sistema de caronas.


Sobre a crise ambiental mundial, João Alfredo criticou a construção da termoelétrica do Pecém, que gerará pouquíssimos empregos, bem como o Pré-sal, que significará investimentos em energia fóssil. Segundo ele, Lula “não tem nenhuma medida voltada para a questão ambiental”. O mundo estaria entrando em uma era de desastres ambientais com os quais os pobres serão os mais afetados.

segunda-feira, 30 de março de 2009

SERÁ O FIM DA GLOBALIZAÇÃO? (Opinando...)




Em 2008 o mundo se viu atingido por uma crise financeira de prejuízos incalculáveis. O que teve início no setor imobiliário norte-americano, hoje influi no bolso de ocidentais e orientais, que vêem o desemprego em seus países aumentar a cada dia.
A crise é global. A "solidariedade" forjada pela Globalização (http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o) está presente até em uma situação econômica cótica. Mas será que isso continuará no momento em que o individualismo e a competição tomarem conta da populações nacionais quando elas tentarem suas próprias recuperações financeiras?

A tendência das nações será de se fecharem. Deverão evitar importações e protejerão a todo custo seus produtores. Assim como ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, haverá um processo de nacionalização não só das empresas e instituições, mas também da cultura de cada país. Grupos nacionalistas ressurgirão. O etnocentrismo imperará em um novo (ou seria velho?) contexto mundial e as culturas se rearfirmarão em uma processo inverso à Globalização.

Será essa uma previsão catastrófica e equivocada? O mundo estará de fato condicionado a esse fim? O mundo "nadará" contra a "maré da Globaliazação"? É provavel que esse processo de "mundialização" acabe por voltar algumas etapas, porém é difícil dizer concretamente que ele chegará a ter um fim, tendo em vista o nível de expansão já atingido no qual todos estamos inseridos. Essas serão cenas dos próximos capítulos de uma novela que provavelmente nem eu nem você estaremos aqui para assistir. Farão parte da nossa História. Só nos dizer:

-Profetas, esotéricos, especialistas, estudiosos, façam suas apostas!