segunda-feira, 30 de março de 2009

SERÁ O FIM DA GLOBALIZAÇÃO? (Opinando...)




Em 2008 o mundo se viu atingido por uma crise financeira de prejuízos incalculáveis. O que teve início no setor imobiliário norte-americano, hoje influi no bolso de ocidentais e orientais, que vêem o desemprego em seus países aumentar a cada dia.
A crise é global. A "solidariedade" forjada pela Globalização (http://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o) está presente até em uma situação econômica cótica. Mas será que isso continuará no momento em que o individualismo e a competição tomarem conta da populações nacionais quando elas tentarem suas próprias recuperações financeiras?

A tendência das nações será de se fecharem. Deverão evitar importações e protejerão a todo custo seus produtores. Assim como ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, haverá um processo de nacionalização não só das empresas e instituições, mas também da cultura de cada país. Grupos nacionalistas ressurgirão. O etnocentrismo imperará em um novo (ou seria velho?) contexto mundial e as culturas se rearfirmarão em uma processo inverso à Globalização.

Será essa uma previsão catastrófica e equivocada? O mundo estará de fato condicionado a esse fim? O mundo "nadará" contra a "maré da Globaliazação"? É provavel que esse processo de "mundialização" acabe por voltar algumas etapas, porém é difícil dizer concretamente que ele chegará a ter um fim, tendo em vista o nível de expansão já atingido no qual todos estamos inseridos. Essas serão cenas dos próximos capítulos de uma novela que provavelmente nem eu nem você estaremos aqui para assistir. Farão parte da nossa História. Só nos dizer:

-Profetas, esotéricos, especialistas, estudiosos, façam suas apostas!

sábado, 28 de março de 2009

"NÃO É MAROLA COISA NENHUMA!"



Na última quarta-feira, dia 24 de março, às 19h30, a empresa Souza Cruz promoveu junto com a Universidade Federal do Ceará uma palestra sobre a crise econômica mundial. O evento ocorreu na Faculdade de Direito da UFC e teve como convidado especial o economista e ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Além dele, contou-se com a presença da professora assistente do departamento de contabilidade, Denise Correia, além do representante da INOVA, empresa júnior da FEAAC, Jason Pênia Júnior.


Atualmente Loyola possui uma empresa de consultoria em São Paulo onde analisa empresas e faz previsões para o mercado nacional e internacional. Segundo o economista, “a economia hoje não é marola coisa nenhuma!”. Não víamos uma crise mundial como essa desde a Segunda Guerra Mundial, com um recuo da produção e queda de 6% do comércio internacional e 0,5% de retração da atividade econômica.


Apesar de a economia brasileira não estar livre das conseqüências da crise, para Loyola, o Brasil vai sair muito bem dela. Ele afirma ainda que países emergentes como China, Brasil e Índia solidificarão a crise mundial. “Eles que vão salvar o mundo”, declarou.


Sobre a crise nos EUA, ele disse ter sido causada pela imprudência do mercado, já que a liquidez e altos investimentos mundiais incentivaram transações perigosas e pouco estudadas. O financiamento de imóveis foi facilitado, porém, com elevação dos preços, as dívidas deixaram de ser quitadas, gerando um caos econômico. Mas o economista faz boas previsões para os americanos, uma vez que, a partir de 2010, haveria já um crescimento de 1% na economia do país.


Para o especialista, a situação mais difícil é a da Europa e do Japão, onde o desemprego já prejudica milhares de cidadãos. Já a China não será afetada pela crise nas mesmas proporções, pois tem no mercado doméstico, e não nas exportações, a maior parte de seu PIB.
No caso do Brasil, Loyola disse que o país não deixou de crescer, apenas diminuiu esse processo. O PIB diminuiu em 3,6% no quarto trimestre de 2008. Em 2009, cresceu 0,3%. O real foi desvalorizado, mas ao contrário, a inflação tem diminuído. O especialista revelou que o Banco Central cortou juros e prevê um crescimento do país de 3% a 3,5% em 2010. Ele afirmou ainda que a indústria é o setor mais afetado (queda de 5% este ano) e que o comércio é o que menos sofre com a crise, pois continuou crescendo (3%).


“A renda do brasileiro não vai cair este ano”, declarou o economista. Isso se deverá aos benefícios concedidos pelo governo como o bolsa-família e o bolsa-escola. A Região Nordeste sofrerá menos e o comércio de menor valor irá se sustentar mais, pois com a crise mundial, as pessoas compraram apenas produtos de maior necessidade. Loyola disse ainda que o saldo comercial brasileiro ainda é favorável e que o Brasil se sai relativamente bem da crise, apesar do crescimento do desemprego. Segundo ele “o país não tem recessão”, mas diminui crescimento e isso de deve as últimas políticas econômicas consideradas responsáveis.


Sobre os EUA ele disse que ainda será demorada a recuperação do mercado. Os americanos desestruturaram a economia mundial que só deve começar a melhorar em 2011. O desemprego assola países em toda a Europa, Ásia e América. Mais bancos internacionais fecham a cada dia. Iremos enfrentar ainda muitas dificuldades, pois ainda não chegou o “fim do poço”.

sábado, 21 de março de 2009

SLOW FOOD NATION


Redescobrindo o prazer dos alimentos

(reportagem adaptada da disciplina de Radiojornalismo I - UFC)

O mundo globalizado exige rapidez até na hora de comer. Por isso o Fast Food é tão consumido. Mesmo assim surgiu em 1986 o movimento Slow Food (em português comida lenta). Foi desenvolvido pelo Italiano Carlo Petrini, que somente em 1989 o tornou uma Associação Internacional sem fins lucrativos. Isso ocorreu quando representantes de 15 países endossaram um manifesto em um evento internacional.


Os membros pregam uma filosofia oposta à padronização do alimento própria do Fast Food. Procuram resgatar o sabor da comida e valorizar o seu preparo. Tornam o ato de comer um prazer sócio-cultural, pois se preservam as tradições regionais. Além disso, incentivam o consumidor a conhecer a procedência do alimento, à proteger as espécies da fauna e da flora, além de se preocuparem também com as comunidades produtoras. Praticam, portanto, a Ecogastronomia. Fazem o uso sustentável do que consomem, respeitando a biodiversidade. Só utilizam alimentos bons, limpos e justos.


A associação é formada por núcleos menores distribuídos pelo mundo. São os convivias. Existem cerca de oitocentos e cinqüenta. Vinte estão localizados no Brasil. Eles incentivam os produtos e produtores regionais através das fortalezas, que são núcleos de apoio e preservação de culturas e comunidades agrícolas. Entre outros projetos estão as oficinas do gosto que buscam educar o paladar das pessoas, mostrando a elas a diversidade de opções. As comunidades do alimento tentam preservar e incentivar o consumo de produtos típicos de uma região. Há também eventos Internacionais como o Terra Madre.


O movimento tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. Margarida Nogueira é Chefe de cozinha e fundadora do primeiro convivum do Brasil, o do Rio de Janeiro. Ela fala um pouco sobre o a chegada do Slow Food no país:


- Conheci o Slow Food através da Internet e me apaixonei pelo trabalho que eles faziam com os índios em Roraima. Decidi me inscrever e me tornei um membro. Mas foi em 2000, quando estava fazendo uma pesquisa gastronômica para a comemoração dos 500 anos do Brasil, que encontrei em uma pousada na Itália, os diretores do Slow Food Itália. Assim surgiu o primeiro convivia do Brasil.


Margarida disse ter encontrado muitas dificuldades, pois não havia nenhum material de divulgação em português e ele teve que traduzir tudo. Até hoje o número de adeptos ainda é pequeno se comparado a países como Alemanha e Estados Unidos. Apesar disso. os 20 convivias já existentes mostram o significativo crescimento no país.

O Ceará não está de fora do movimento. Já possui também o seu convivia. Porém, o líder Mario Spada diz que ainda há poucos projetos.


- Aqui no Ceará não há por enquanto. Tem algumas comunidades de produtores rurais, mas, ficou meio parada a coisa.


O italiano é dono de uma pousada no porto das dunas e diz praticar a filosofia Slow Food em seu estabelecimento. O movimento ainda engatinha em nosso estado. Não possui muitos adeptos, mas essa iniciativa é bastante válida. Tenta trazer de volta o hábito de se alimentar bem seguindo as próprias tradições culturais. Para maiores informações sobre o a Associação Slow Food Brasil e como ser um membro, entre no site http://www.slowfoodbrasil.com/ ou ligue para o convivia Ceará através do: (85)33620084 ou para o convivia Rio de janeiro (21)22674012.

domingo, 15 de março de 2009

“Liberdade de Imprensa x Direito de Imagem”.





No último sábado do dia 14 de março, foi realizada de 10hs às 12hs no auditório da FA7 (Faculdade 7 de Setembro), a palestra “Liberdade de Imprensa x Direito de Imagem”. O evento trouxe a jornalista e advogada assessora do fórum Clóvis Beviláqua, Natacha Albuquerque, que fez sua monografia sobre o tema em questão. Também houve a presença do professor da UFC (Universidade Federal do Ceará e da FA7 e apresentador do Grande Jornal da TV O POVO, Nilton Júnior, do Juiz José Ferreira Filho e da jornalista da TV Jangadeiro, Moema Soares.


O evento gratuito e aberto ao público foi observado por estudantes de várias faculdades de Fortaleza. O tema que envolve jornalismo e a exposição da imagem na TV e Internet é bastante atual, despertando o interesse entre os participantes que interagiram com os convidados e não deixaram de fazer seus questionamentos.


Natacha Albuquerque destacou primeira mente que “Tanto o direito da liberdade de Imprensa quanto o direito à Intimidade estão resguardados pela Constituição Federal”. Há, segundo ela, limites entre os dois. O objetivo tanto de jornais quanto do Direito, seria preservar a integridade dos envolvidos em qualquer situação.


A jornalista falou também sobre o surgimento do jornalismo investigativo com o caso “Water Gate”, da sua propagação e da sua importância econômica para os jornais, muitas vezes camuflado pela idéia de “termômetro da democracia”. Esse jornalismo suscita hoje questões éticas que são exemplificadas com a gravação censurada da conversa de Suzane Von Richthofen com seu advogado, a nudez de Cicarelli nas praias espanholas mostardas no You Tube e o assassinato do jornalista da Globo, Tim Lopes.

O jornalismo, como o “quarto poder” exerce grande influencia sobre seu público. Deve ser transparente e cauteloso, pois “fatos caluniosos e falsos podem arruinar carreiras”, disse Natacha. Com as tecnologias e os programas de reality shows que estão no mercado fica difícil controlar a gravação e a vinculação de imagens e áudios, pois qualquer um pode obtê-los.


Segundo Natacha, são consideradas crime as matérias que violam o segredo da Justiça e do domicílio ou são obtidas por meios ilícitos. A interceptação é crime (artigo 10 da Lei 9.296, de 24 de julho de 1996), pois foi registrada sem a permissão dos interlocutores, já gravação e a escuta não são, pois pelo menos um dos interlocutores tem consciência do registro. O jornalista não deve se arriscar nem invadir esses limites, porém, há casos em que muitas exceções são feitas.


A Liberdade de expressão (sociedade) se refere aos pensamentos, às opiniões, enquanto que a liberdade de Imprensa garante o acesso à informação (jornalista). Pensando nisso, é importante preservá-las, porém sabe-se que o indivíduo tem que ter sua intimidade preservada de olhar alheio. Não cabe ao jornalismo fazer o uso indevido dessa intimidade. Apesar de muitas vezes não haver o cumprimento do Código de Ética Jornalística (http://www.fenaj.org.br/federacao/cometica/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf), ele existe e garante não só deveres mais também direitos dos profissionais do jornalismo.


O Juiz José Ferreira tratou da prática dessa liberdade de Imprensa. Ressaltou a peculiaridade de cada caso, mas sempre tentando preservar a intimidade dos envolvidos. Falou de sua experiência em censura de horários e programas televisivos e do poder que tem a informação vinculada na mídia, que pode “contar uma grande mentira usando grandes verdades”.